Por Diogo Schöpke
O MMA feminino segue em constante evolução no Brasil e no mundo, prova disso é o exponencial crescimento de novos talentos, principalmente em terras brasileiras. Nome de respeito no jiu-jitsu internacional, Michelle Nicolini começa a trilhar o mesmo caminho de sucesso na modalidade que mais cresce no planeta. A paulista, que é patrocinada pela Koral Fight Co., chegou à sua segunda vitória na carreira profissional ao derrotar por finalização a inglesa Lanchana Green no M4tC 13 – Nemesis, disputado no último sábado (22), na Inglaterra.
Dividida entre os treinamentos de jiu-jitsu e de MMA, Michelle comentou sobre o processo de transição que vem fazendo nos últimos anos. Atual campeã da categoria 60kg do ADCC de Pequim (China), disputado em 2013, ela precisa decidir a qual modalidade vai dedicar mais nesta temporada.
“Eu demorei algum tempo para conseguir fazer a transição de jiu-jitsu para o MMA, porque eu sonhava em vencer o ADCC (principal competição de luta agarrada do mundo), então minha prioridade era mais o jiu-jitsu. Após ter realizado meu sonho ao vencer o ADCC de Pequim (China) no ano passado, acho que é uma boa hora para encontrar novos desafios na minha carreira. Ainda vou lutar com certeza o World Pro Abu Dhabi e o Mundial na Califórnia, depois vou decidir em qual modalidade eu vou lutar mais”.
Enquanto programa seu futuro em 2014, a atleta da Checkmat falou sobre os convites que vem recebendo para lutar MMA e uma eventual entrada no UFC.
“Recebi hoje um convite para lutar no dia 30/3, em um evento marcado para São Paulo. Está um pouco em cima, mas como eu não me machuquei, nem me desgastei muito, estou considerando aceitar, assim aproveito o treinamento que fiz, mas não tem nada confirmado. Gosto de treinar e aprender novas técnicas, por que não sonhar em disputar o maior evento do mundo”, declarou.
Terceira colocada no ranking mundial de jiu-jtsu feminino, Michelle Nicolini mostrou-se despreocupada com sua colocação e deixou claro que a colocação não interfere em sua performance.
“Acho legal estar lá no ranking, mas isso começou agora, e na verdade não muda nada para mim. Não dou mais ou menos seminários por isso. Até porque não tenho como lutar tantos campeonatos por ano para estar entre as primeiras sempre. Eu já não lutei o Europeu este ano, não vou no Pan, então devo pontuar somente no Mundial. Não posso ter mais essa pressão de ter que lutar e por causa de ranking, entende?”, concluiu.
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