Lutador invicto em solo nacional Rodrigo “Ratinho” Lima ingressou para os Estados Unidos como uma das maiores promessas do MMA brasileiro entre os pesos galo. Ratinho em 2012 finalmente fez sua estreia internacional após 10 vitórias consecutivas no Brasil, infelizmente conhecendo sua primeira derrota na carreira no Bellator, evento no qual foi dispensado após realizar 3 combates com apenas uma vitória. Hoje Ratinho se diz mais maduro, treina na ATT nos Estados Unidos onde reside atualmente e além de competir em campeonatos de Jiu jitsu onde é oriundo o brasileiro tem contrato com o Legacy evento no qual já fez sua estreia dia 20 de março em uma luta peculiar frente um atleta amputado. Confira nossa conversa exclusiva com o atleta !
Você era tratado aqui no Brasil como uma joia pelos seus treinadores Tatá Duarte e Phillip Lima e ao sair do país invicto daqui, em seu primeiro combate ( pelo Bellator ) conheceu sua primeira derrota na carreira, o que associa a essa derrota ? Sua adaptação nos USA com comida, linguagem e nova equipe?
Quando eu fiz minha primeira luta no Bellator, eu me preparei no Brasil, na Team Nogueira, sai da equipe devido alguns desentendimento entre meu ex-treinador de jiu jitsu e o Tatá Duarte, que também me treinou desde que eu era moleque, realmente queria focar nos treinos e isso estava me deixando sem treinar como queria, meu ex-treinador saiu da equipe e na época sai porque não seria uma coisa leal continuar na equipe, mas depois voltei para treinar na equipe TFT e fazer meu camp. Eu tive um novo desentendimento com meu ex-treinador de jiu jitsu, então tive que traçar meu objetivo que era buscar meu treino em outro lugar, porque apenas queria focar nos treinos. Eu tenho maior respeito pelo Tatá e pelo Philip, comecei treinar com eles moleque, me davam vários cascudos, hahaha, acabo que não lutei como treinei, e como foi minha estreia… mas a derrota acontece e temos que aprender para nos tornar melhor a cada dia, talvez sentir a experiência lutar no exterior. Depois da minha luta no Canada, que decidir Passar um temporada nos EUA
Na minha segunda luta no Bellator, fiz meu treinamento com Roan Jucão, ele que foi o responsável pela minha vitória, apenas peguei a luta em cima da hora e perguntei se lutaria ou não, disse que dava tempo, 24 dias dava para treinar, fizemos alguns treinos específicos e trabalhamos muito como seria a estratégica da luta, então tive um bom resultado. A alimentação aqui e boa, me adaptei bem aqui, apenas aconteceu 2 derrotas seguidas alguns erros, mas nada que eu não possa consertar e me tornar um lutador melhor, estou evoluindo a cada dia em todos os aspectos, agora é apenas trabalhar firme e obter bons resultados novamente.
Qual foi sua emoção ao vencer pela primeira vez em solo americano contra um atleta experiente o Ronnie Mann ?
Essa luta com Ronnie Mann foi ate engraçada, eu estava comendo brownie quando recebi uma ligação 24 dias da luta, apenas fiquei meio assim, porque queria um tempo para me preparar, mas estava treinando na American Top Team com o Jucão, Douglas Lima , Dhiego Lima , Raphael Assunção, estava em treinamento, mais eram poucos dias, apenas ia começar a perder peso e montar uma estratégica para ganhar dele, conversei com o Jucão sobre a luta, ele disse que era para lutar que eu ia ganhar, ele montou a estratégica, fez minha preparação física e disse para eu meter bronca na luta, 1 semana e meia antes da luta meu joelho estalou, pedir para cancelar a luta, mas eles disseram que essa luta tinha que acontecer, então fui para trabalhar só o boxing e deu certo, lutei com um striker e tive melhor aproveitamento lutando em pé
Sua demissão do Bellator foi precoce, já que saiu do evento vencendo 1 luta e mesmo perdendo os outros 2 combates fez lutas duras. Diga sua opinião.
Evento grande é assim, se você não tem bom aproveitamento, não faz lutas como eles querem, eles te mandam para casa, isto e business, antes eu não tinha a visão que eu tenho hoje, assinei o contrato novo e não tive ninguém para abrir meus olhos, hoje vejo de fora e tenho grande noção do que é o Bellator, UFC, etc. Minhas 2 derrotas dentro do Bellator foi erro de estratégica e fiz o mesmo jogo nas 2 derrotas, mas nada que voltará atrás, apenas aprender e ficar mais forte e experiente, tenho certeza que vou voltar a lutar no Bellator, porque vou trabalhar para isto, voltarei diferente das minhas ultimas lutas, com um jogo de pé mais forte, com uma boa trocação e wrestling em dia, tenho muita estrada e vou trabalhar para isto acontecer, só depende de mim para eu voltar e voltarei diferente.
Você esta competindo também no pano nos Estados Unidos, como está sendo sua volta às origens?
Quando eu vim pela primeira vez para os Estados Unidos, morei na Califórnia e tinha boas academias de jiu jitsu, campeonatos bons, treinava todos os dias de pano na academia do Caio Terra, junto com Osvaldo Queixinho, Samir Santre entre outros caras, eu era competidor de jiu jitsu, então me embalei nos campeonatos e tive bons aproveitamentos, fui campeão do National American, U.S. open , fiquei 3 lugar no mundial, 3 lugar no Pan American entre outros campeonatos que competir de pano e ganhei, eu amo competir e irei continuar competindo quando puder, isto e minha vida, muito bom competir de pano e pretendo fazer algumas lutas de pano na preta e vou dar trabalho à muita gente.
Hoje você é atleta do Legacy FC e já na sua estreia fez uma luta complicada com Matt Betzold atleta amputado de uma das pernas, qual foi sua reação ao saber disto e qual estratégia traçou para essa luta ?
Eu já estava conversava com legacy fc sobre lutar no evento bastante tempo atrás, tive um convite de lutar quando eu estava no Bellator, mas não podia por causa do contrato, mas um tempo atrás, conversamos sobre assinar 3 lutas na organização, o cara que estava organização o card mando uma mensagem para o Jucão e ofereceu a luta com Matt ate 57 quilos, apenas fiquei meio assim de aceitar, disse que não poderia descer de peso ate 57, 60 quilos eu poderia tentar apenas para lutar com ele. Na hora de aceitar a luta, pensei varias vezes sobre a luta, mas decidir lutar, chegar lá lutar e voltar para casa, se ele esta ali em cima, ele é um guerreiro, precisa trabalhar para pagar as contas, talvez se eu não aceitasse, não ia ter outro atleta para lutar, então fui sem menosprezar. Minha estratégica era apenas lutar grappling com ele , não queria dar um soco devido ele não ter uma das pernas, mais ele me deu uns socos, tive que devolver de volta e fazer a luta apenas para ganhar, apenas controlar. Não me machuquei, ele não se machucou, fiz minha grana, ele fez a dele, fizemos uma amizade é isso que importa, agora treinar forte que vem pedreira e não posso da mole. Hhahahaa





