No Brasil, favela e futebol sempre andaram lado a lado. Milhares de talentos como Romário e Rivaldo surgiram nas comunidades e tornaram-se ídolos mundiais. Inspirado nessa fórmula, o UFC está determinado à estreitar os laços com essas regiões e pôr fim à uma das principais preocupações recentes da organização: a escassez de novos ídolos brasileiros no esporte. O primeiro passo neste sentido aconteceu na última quarta-feira, ao colocar os astros do UFC 190 Rodrigo Minotauro, Stefan Struve, Rogério Minotouro e Maurício Shogun – que se enfrentam no dia 1º de agosto, no Rio de Janeiro – frente a frente na Escadaria da Igreja da Penha, no Complexo do Alemão, para a primeira encarada oficial antes do evento.
Após a visita à comunidade, o UFC encaminhou os lutadores a Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, para conhecer o projeto social Faixa Preta de Jesus. O projeto é chancelado pelo Instituto Irmãos Nogueira – de Minotauro e Minotouro – e ajuda centenas de jovens da região a manterem-se longe da criminalidade e das drogas. E, mais do que isso, dá condições para que os mesmos sigam a carreira de lutadores profissionais.
“O UFC quer se aproximar das favelas, conversei com o presidente da organização no Brasil (Giovani Decker) e ele me garantiu isso. Essa é uma preocupação deles, querem se popularizar mais por lá, atrair mais atenção do público, encontrar novos talentos. Vai ser muito importante para o esporte no Brasil e também para os garotos desses locais”, revelou Minotauro.
No mesmo dia, à noite, O Ultimate organizou uma cerimônia de lançamento do UFC 190, em um hotel na Zonal Sul do Rio. Nela, o presidente do evento no Brasil, Giovani Decker, anunciou uma doação ao Instituto Irmãos Nogueira e elogiou bastante o trabalho realizado pelos baianos. Quem também esteve presente na festa foi o secretário de Esportes do Rio, Marco Antônio, filho de Sérgio Cabral, que tem dado uma atenção especial aos projetos de artes marciais em seu primeiro ano à frente da pasta.

