Campeão de Judô e Jiu-Jitsu, Leo Leite afia o kickboxing com Pedro Rizzo visando aprimorar técnica para o MMA

Lutador é tricampeão pan-americano de Judô e bicampeão mundial de Jiu-Jitsu, e, apesar do pouco tempo no MMA, já conquistou dois cinturões em evento norte-americano
Fotos : Divulgação

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Inaugurado em meados do ano passado, o Centro de Treinamento da equipe Rizzo/Ruas Vale-Tudo, situado dentro da academia Eco Forma, na Freguesia, Zona Oeste do Rio de Janeiro, se tornou um importante local para lutadores de MMA que sentem a necessidade de aperfeiçoar a trocação. Com aulas de Kickboxing ministradas pelo Ex-UFC Pedro Rizzo, os treinos contam com atletas das mais variadas equipes. Uma figura constante no tatame é o ex-judoca olímpico Leo Leite, que desde que migrou para o MMA, em 2013, já conquistou dois cinturões do Legacy, importante evento dos Estados Unidos.  Aos 37 anos de idade, ele tem em seu currículo três títulos pan-americanos no Judô e dois títulos mundiais no Jiu-Jitsu. Quando viu que estava na hora de usar suas habilidades no MMA, ele sabia que apenas a maestria no grappling não seria o suficiente para sobreviver dentro da jaula.

– Quando migrei para o MMA, tinha e ainda tenho a consciência de que minha maior dificuldade seria na parte em pé, e é a área em que atualmente dou mais ênfase nos meus treinamentos. Eu conheço e admiro o Pedro Rizzo há muito tempo, sou fã mesmo. Para mim, ele é o maior striker brasileiro de todos os tempos. Eu sempre quis treinar com ele, mas essa ideia ganhou mais força depois da minha segunda luta, na qual tomei alguns chutes e fiquei sem andar e com dor na perna durante muitos dias (risos). Lembro que encontrei ele num evento de MMA e falei que precisava da ajuda dele. Ele na hora disse que as portas estavam abertas. Ai foi só organizar meus treinos. Hoje vou na Eco Forma pelo menos umas três vezes por semana. A cada luta que passa eu me sinto mais confortável lutando em pé. Hoje não tenho mais aquela coisa de ter que grudar e colocar logo o cara para baixo. Lógico que não vou perder minhas origens que são o Judô e o Jiu Jitsu, mas se precisar ficar a luta inteira em pé, não vejo problema. E o Pedro tem me ajudado muito nessa evolução.

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Leo Leite explica que seu preparador físico, Marcio Pimentel, é o responsável pela montagem de seu plano de treinos. Assumidamente viciado em treinar, ele revela que às vezes é preciso um puxão de orelha para não correr o risco de exagerar na dose. Dividido em preparações na Brazilian Top Team (BTT), Instituto Reação, Alliance, Nobre Arte, Blackzilians e Rizzo, RVT, ele exalta o intercâmbio proposto pela equipe de Pedro Rizzo, que acolhe atletas da Nova União, X-Gym, Tatá Fight Team, Renovação Fight Team, Team Nogueira e quem mais chegar com a intenção de trocar aprendizados.

 – Eu sempre fui a favor desse intercâmbio. Acho que isso é bom pra todo mundo e faz com que você tenha que estar em constante evolução sempre. No judô, depois das competições, ficávamos uma semana treinando com nossos adversários duas vezes por dia, e no outro fim de semana lutávamos de novo. Então estou acostumado com isso, mas sei que no MMA existe uma rivalidade muito grande entre algumas equipes e esse intercâmbio fica mais complicado. Imagina o McGregor ou algum atleta da Alpha Male vindo na Nova União fazer um camp (risos). É praticamente impossível, assim como BTT e Chute Boxe na época da rivalidade.
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No próximo dia 23 Leo Leite completa dois anos como profissional de MMA. Apesar do curto tempo, ele já conquistou dois cinturões importantes, ambos no mesmo evento. Em setembro do ano passado ele sagrou-se campeão meio-pesado do Legacy FC, uma das principais portas de entrada para o UFC. Cinco meses depois, ele desceu para os médios e também conquistou o título da categoria. Confortável no novo peso, ele planeja voltar a lutar ainda este ano, e aguarda apenas um possível chamado do maior evento de MMA do mundo.
 – Acho que a minha bagagem, principalmente do Judô, me ajudou muito nessa transição. Por competir desde os 4 anos de idade, além dos 12 anos de seleção brasileira, com muitas viagens, concentrações, treinamentos de camp com todos os países, me ajudou muito, principalmente quando fui lutar nos EUA, pois não senti pressão nenhuma por estar lutando fora e já pelo cinturão. Eu, por contrato, tenho mais uma luta no Legacy. Mas caso o UFC chame eu posso sair. Estou na expectativa e pronto se me chamarem. Se não chamarem, devo colocar o cinturão em jogo em agosto ou setembro. Vamos aguardar.
 
 

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