Com 32 anos de idade e mais de uma década de experiência profissional no MMA, a gaúcha Thaiane Souza, conhecida como “Pancadão”, atravessa um momento de reconstrução na carreira. Atleta da tradicional CM System, em Curitiba (PR), e atualmente vinculada ao Invicta FC, a lutadora soma 11 vitórias em seu cartel, mas vem de três resultados negativos consecutivos. Apesar da fase, a peso-mosca garante que ainda tem “lenha sobrando” para retomar o caminho das vitórias.

Natural de Passo Fundo (RS), Thaiane acumula 14 anos de dedicação ao esporte, sendo 12 deles como profissional. O retrospecto recente, no entanto, não a desanima. A lutadora reconhece as dificuldades da trajetória, mas destaca a resiliência como marca de sua carreira:
“Derrotas fazem parte da vida de um atleta, fases boas, fases ruins. Já tive muitos altos e baixos e poucas gurias da minha época se mantiveram no topo, muitas ficaram pelo caminho. É um esporte difícil e duro, mas é aquele ditado: quando a caminhada fica dura, só os duros continuam caminhando. A ideia sempre será essa: se cair, levantar, rever a rota, ver como passar pelos obstáculos e seguir”, afirmou a atleta.
Confiança da equipe e avaliação técnica
O treinador de jiu-jítsu da CM System, Raoni Tavares, reforça a confiança no potencial de sua pupila. Para ele, a fase negativa não compromete o futuro da lutadora:
“Acho que é só uma fase passageira, algo que acontece com todo atleta. A Thai é muito experiente, treina forte todos os dias e evolui muito rápido. Tenho certeza de que nos próximos eventos ela vai reverter esse resultado”, analisou.
Tavares ainda destacou a versatilidade de Thaiane dentro do cage:
“Ela é bem completa, tanto jogando na guarda quanto passando. Como faixa-preta, domina uma variedade enorme de posições e trabalha bem em todas elas. É realmente uma atleta muito completa”, avaliou.
O crescimento do MMA feminino e os próximos passos
Thaiane observa que o cenário do MMA feminino evoluiu consideravelmente desde o início de sua trajetória. Hoje, segundo a atleta, a modalidade se profissionalizou, com carreiras mais planejadas e oportunidades em diferentes organizações ao redor do mundo.
“Meu primeiro sonho já realizei, lutar no Invicta FC, o maior evento de MMA feminino do mundo. Tenho 32 anos, mas ainda tenho muita saúde, um corpo forte e boa genética. O mercado mudou muito em relação ao início da minha carreira. Claro que lutar no UFC é um sonho, mas não é a única opção para ter sucesso. Existem grandes eventos mundo afora”, destacou.
Estreia no Invicta FC e recuperação de lesão
A estreia da gaúcha na organização americana foi contra a experiente Emily Ducote, em um combate aceito com apenas nove dias de antecedência. Apesar da derrota, Thaiane ressalta que enfrentou a situação com naturalidade e valorizou a oportunidade.
“Eu não tive muito tempo para me preparar, foi uma luta aceita de última hora contra uma atleta muito dura e experiente. Apesar do resultado, me senti privilegiada, pois já acompanhava a Emily no Bellator, UFC e Invicta. Hoje não tenho compromisso marcado, porque estou tratando uma lesão. Minha prioridade é me recuperar e voltar bem condicionada para estar à disposição do evento”, concluiu.
Histórico no cenário nacional
Antes de chegar ao Invicta FC, Thaiane construiu sua trajetória em eventos de destaque no Brasil, como Áspera FC, Taura MMA, além de participações em grandes palcos nacionais como o SFT e o Shooto Brasil. Agora, a atleta busca retomar o caminho das vitórias e consolidar seu espaço entre os principais nomes da divisão peso-mosca no cenário internacional.
