A importância do Marketing, bem feito, no MMA.

 

Muitas pessoas dizem que o mais importante em um atleta é sua parte técnica, sua raça, determinação, postura profissional e persistência. Concordo, mas já foi a época em que lutador entrava no ringue apenas por honra, pois não estamos mais no tempo do Japão feudal e na disputa por territórios.

 

Hoje o atleta, tanto do MMA quanto de outras modalidades é, entre coisas, um produto de mídia. Ele tem fãs, seguidores, pessoas que se inspiram e se espelham nele, e por isso acabam “copiando” seus hábitos, seja o consumo de bebidas, alimentos e roupas, quanto sua postura como pessoa, e é nessa área que as grandes marcas enxergam uma enorme possibilidade de alavancar suas vendas. Afinal, se o atleta consome tal produto, seus fãs também irão consumir para manter a identificação positiva com seu ídolo.

 

 

O marketing não serve só para vender um produto de terceiros (roupa, alimento, etc), mas também para vender o próprio atleta, caso recente do Chael Sonnen que utilizou a estratégia de escolher um alvo, no caso o Brasil e seus lutadores, e disparou uma metralhadora de besteiras e desafios a todos que quisessem dar ouvidos a suas maluquices. Deu certo. Ele passou a ser conhecido por pessoas que nunca tinham escutado falar direito de UFC e chamou a atenção de muitos atletas que querem lutar com ele. Ele passou a ser “desejado” dentro do UFC. Se a estratégia dele foi correta ou não, ou se foi ética, é outra conversa. Estamos falando de estratégia de divulgação e a dele deu um ótimo resultado, embora questionável.

 

Eu tenho visto muitos “curiosos” querendo se aproveitar desse grande “modismo” que se tornou o MMA para se promoverem em cima de lutadores e se oferecerem para “cuidar de sua carreira e ações de marketing”, mas não passam disso, de simples curiosos que acham que esta é uma tarefa simples. Não é, e na maioria das vezes acabam prejudicando o atleta por não saberem exatamente o que fazer e terminam por abandonar as ferramentas criadas mau e porcamente e abandonam o próprio atleta alegando falta de tempo para cuidar do marketing. Conversa fiada. É apenas uma desculpa pela sua incapacidade em fazer algo de que os ditos “marketeiros de oportunidade” não tem a menor ideia de como começar, quanto mais trazer resultados positivos aos atletas. Uma pena.

 

Não bastasse o amadorismo na construção de ferramentas básicas como sites e fan pages (páginas institucionais do Facebook), os pseudo marketeiros não sabem o que fazer depois com estas ferramentas. Fazer, qualquer um faz, mas definir estratégia, estudar e/ou criar possibilidades para o atleta em questão é outra coisa. Marketing digital, por exemplo, está muito, mas muito mesmo a frente do que simplesmente criar apenas um site ou uma fan page. Esse é o básico do básico. É preciso administrar estas ferramentas desde sua criação e definição de identidade de cores, layout, interação com usuários, fãs, mineração digital, estatísticas e ROI (retorno sobre o investimento feito) entre outras coisas vitais que são parte de uma estratégia vencedora.

 

Isso porque nem comentamos sobre a “preparação” de um atleta para buscar patrocínio, que deixarei para a semana que vem. Um atleta que busca patrocínio tem que ter em mente que ele é um produto e que empresas interessadas irão colocar dinheiro, seja em espécie ou produto, mas querem efetivamente um retorno, um plano de ações, um prazo de retorno, e APENAS vencer lutas não é o suficiente, na verdade vencer as lutas é obrigação do atleta para posicionar seu patrocinador como marca vencedora.

 

Abaixo segue a foto de uma ação de marketing de guerrilha para divulgar um seminário de MMA. Simples, criativo e eficiente – Uma faixa preta amarrada no poste da rua segurando flyers de divulgação.

 

 

Uma ação dessas parece muito simples e até óbvia…depois de pronta e a ideia divulgada, né?

O MMA brasileiro precisa se profissionalizar urgente. Temos uma ótima matéria prima (atletas) e muito campo para crescer, mas enquanto for tudo no “oba-oba”, no amadorismo, no “deixa que eu te ajudo”, não iremos progredir na velocidade que precisamos.

 

Grande abraço e até breve.

Daniel Ribeiro

Diretor da DRB Comunicação e marketing esportivo

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