Enfim, o campeão José Aldo encontra um oponente à altura. Há pouco, o coreano Chan Sung Jung deu uma surra antológica no queridinho do UFC Dustin Poirier e se aproximou da disputa de título na divisão dos penas (66kg). “Eu quero José Aldo”, decretou o lutador oriental ao fim do massacre.
Foi um tremendo atropelo. Chan, conhecido como Zumbi Coreano, foi superior em pé, no solo e nas tentativas de quedas. O americano aguentou bravamente por pouco mais de 16 minutos sessões intermináveis de socos, chutes, joelhadas e cotoveladas. Mas sucumbiu a um tipo de estrangulamento conhecido como triângulo de mão no início do round 4. O coreano lançou todo seu arsenal de golpes e foi elogiado pelo patrão Dana White que se disse “impressionado” com ele ao fim da luta. Chan ganhou prêmios de 40 mil dólares por melhor combate e melhor finalização da noite.
Diferente de outros oponentes de Aldo, o Zumbi Coreano é um lutador que se pode chamar de completo. O brasileiro enfrentou atletas excelentes em pé, no solo ou no jogo de quedas. Mas jamais um oponente excelente em todos esses quesitos. Chan é versado em todas as áreas do MMA, assim como Aldo. Em breve, no UFC 149, o campeão defende o cinturão contra Erik Koch. Em seguida, tem tudo para encarar o coreano num duelo épico.
O coreano roubou a cena no UFC on fuel 3 promovido poucos minutos atrás. Era esperado um bom desempenho dele, mas nem mesmo o oriental mais otimista apostaria num massacre como foi. Antes dessa apresentação impecável a melhor luta da noite tinha sido a do paulista Fábio Maldonado. Ele travou um combate parelho e todo na base dos boxe contra o croata bom de kickboxing Igor Pokrajac. Pedrada para todo lado. Os dois trocaram socos por 15 minutos e o europeu lançou algumas boas joelhadas. O brasileiro foi mais eficiente, acertou mais golpes no corpo e bons cruzados e uppers no rosto do rival. Merecia a vitória, mas acabou derrotado na decisão dos árbitros para decepção de parte da platéia. Algumas vaias ressoaram no Patriot Center Fairfax, em Virginia, nos Estados Unidos, em protesto ao resultado. Até Dana White criticou a decisão desfavorável a Maldonado.
Outros três brasileiros lutaram e venceram no UFC de há pouco. Johnny Eduardo dominou todos os três rounds do confronto contra o americano Jeff Curran e venceu por larga vantagem de pontos. Depois de estrear com derrota para o pernambucano Raphael Assunção no UFC 134, ele, enfim, começa a se firmar na maior liga de MMA do planeta.
O brasiliense Carlo Prater começa a se aproximar da porta de saída do UFC. Há pouco, ele foi dominado do primeiro ao último segundo do duelo contra o canadense TJ Grant e perdeu por pontos. Depois de uma vitória vista pelo Dana White e pelos fãs como derrota por ter sido conquistada graças a uma desclassificação polêmica do oponente Erick Silva, a derrota desta noite quase elimina as futuras pretensões de Carlo no UFC. Até porque ele baixou de meio-médio para leve e não terá muitas novas oportunidades caso decepcione de novo.
O brasileiro que menos suou no UFC on Fuel 3 foi o carioca Rafael dos Anjos. Com altos e baixos no evento americano dessa vez ele precisou de apenas 40 segundos para derrotar o iraniano Kamal Shalorus. Vitória mais ligeira da carreira dele.
Resultados:
Card principal:
– Chang Sun Jung finalizou Dustin Piorer com um triângulo de mão a 1min07s do 4R;
– Amir Sadollah derrotou Jorge Lopez na decisão dividida dos juízes;
– Donald Cerrone derrotou Jeremy Stephens na decisão unânime dos juízes;
– Yves Jabouin derrotou Jeff Hougland na decisão unânime dos juízes;
– Igor Prokrajac derrotou Fábio Maldonado na decisão unânime dos juízes;
– Tom Lawor nocauteou Jason MacDonald a 50s do 1R;
Card preliminar:
– Brad Tavares derrotou Dongi Yang na decisão unânime dos juízes;
– Cody Mackenzie finalizou Marcus Levesseur com uma guilhotina a 3min05s do 1R;
– T.J Grant derrotou Carlo Prater na decisão unânime dos juízes;
– Rafael dos Anjos finalizou Kamal Shalorous com um mata-leão a 1min40s do 1R;
– Johnny Eduardo; derrotou Jeff Curran na decisão unânime dos juízes
– Francisco Rivera derrotou Alex Soto na decisão unânime dos juízes.
