No décimo segundo e último episódio do The Ultimate Fighter Brasil 2, que foi ao ar no último domingo (2), o Time Nogueira garantiu o título antecipado desta edição. Nas lutas das semifinais, o argentino Santiago Ponzinibbio derrotou Léo Santos por decisão unânime, enquanto William Patolino venceu Viscardi Andrade por nocaute técnico. Uma lesão no braço direito, no entanto, tirou Ponzinibbio da grande final, que acontece no próximo sábado, dia 8, no Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza. Por decisão do UFC, a final será entre William Patolino e Léo Santos.
As lutas das semifinais foram casadas pelo presidente do UFC, Dana White. Mas, antes de tomar sua decisão, o dirigente conversou por teleconferência com os dois treinadores, Rodrigo Minotauro e Fabrício Werdum, e também com cada um dos quatro atletas. Diante da pergunta sobre quem seria o campeão, Minotauro apontou o argentino Santiago Ponzinibbio, e Werdum apostou em Viscardi Andrade, único atleta de seu time classificado para a etapa. Ambos os treinadores pediram que Patolino e Viscardi se enfrentassem nas semifinais.
Já na conversa com os lutadores, Dana ouviu os três integrantes do time verde pedirem para encarar Viscardi. O atleta da equipe amarela elegeu Patolino como alvo, alegando que conseguiria um nocaute rápido. O anúncio foi feito na academia pelos técnicos.
Para as semifinais, Minotauro convidou os lutadores do UFC Erick Silva e Antonio Pezão, que vestiram a camisa do time verde.
Léo Santos x Santiago Ponzinibbio
Ponzinibbio e Léo Santos começaram a luta se estudando, com leve vantagem para o argentino, que dominava o centro do octógono. Mas os primeiros golpes acabaram saindo das mãos do carioca, mostrando que ele tinha mais a apresentar do que o jiu-jitsu. Depois, Léo conseguiu aplicar uma queda, com um double leg. Santiago, no entanto, levantou-se rapidamente e voltou a caçar o brasileiro.
Em desvantagem na luta em pé, Léo tentou agarrar as pernas do argentino, mas acabou ficando no chão e sendo golpeado no corpo e na cabeça. Santigao evitava ser puxado para o chão e chamava para a luta em pé. Foi então que Léo Santos surpreendeu, conectando bons socos no rosto do argentino. Antes do fim do round, Santiago recuperou-se e terminou acertando chutes nas pernas do adversário.
No segundo round, os lutadores começaram boxeando até que Léo Santos tentou levar o argentino para o chão. Santiago desvencilhou-se e conseguiu acertar um soco em
cheio no rosto do brasileiro, que estava no chão. Mais uma vez, Santiago chamou o adversário para a luta em pé. A partir daí, seguiu-se uma trocação franca, com Léo Santos acertando uma boa sequência de golpes e Ponzinibbio revidando com chutes baixos e jabs.
Os dois companheiros do Time Nogueira abriram o terceiro e último round com um abraço. Ponzinibbio sabia que estava em vantagem e tentou administrar com chutes nas pernas do brasileiro e jabs. Léo Santos recorreu à sua especialidade e levou o argentino para o chão, apostando todas as fichas no seu jiu-jitsu. O argentino evitou as tentativas de katagatame do adversário. Com ambos cansados, Léo Santos ficou por cima, no ground and pound, até o fim do round.
O árbitro Mário Yamasaki anunciou a vitória de Santiago Ponzinibbio por decisão unânime dos juízes. Ainda no octógono, Ponzinibbio revelou que quebrou a mão ainda no primeiro round.
“Quebrei a mão no primeiro round. Não consegui mais socar direito. No terceiro, quando colocava a mão no chão, não conseguia me levantar. Tenho certeza que o osso quebrou, mas lutei com o coração, lutei até a morte”, contou o argentino.
“Minha luta com o Santiago foi uma guerra. A terceira guerra mundial. Acho que foi uma das lutas mais duras da minha carreira. Quem achava que o Léo era só jiu-jitsu,
acabou”, avaliou Léo Santos.
O confronto foi saudados por alguns como o melhor desta edição do programa.
“Estou achando que essa luta foi a melhor”, disse O treinador Fabrício Werdum. “Luta magnífica. Foram dois guerreiros lá dentro”, elogiou Rodrigo Minotauro.
William Patolino x Viscardi Andrade
Antes da luta, os técnicos Minotauro e Werdum revelaram uma aposta: em caso de vitória sem nocaute, o técnico rival pagaria R$ 5 mil; com nocaute, R$ 10 mil; e R$ 15 mil para um “esculacho”.
Patolino mostrava incomodado com o excesso de confiança de Viscardi, único atleta do Time Werdum nas semifinais. “Eu acho que o Viscardi está muito confiante. Ele está achando que sou garoto, porque tenho 21 anos, mas isso não quer dizer nada. Sou até mais completo do que ele”, avisou o lutador da equipe verde.
No primeiro round, Patolino começou mais ofensivo, acertando um chute na perna do paulista. Viscardi girava no octógono, sendo perseguido por Patolino. O carioca conseguiu
conectar um gancho de direita e, depois, outro de esquerda. Mas Viscardi conseguiu encaixar um cruzado de direita, que fez o rival tocar o joelho no chão, caracterizando um knockdown.
Patolino levantou-se rapidamente. Dali a pouco, voltou a perseguir o paulista, que girava no octógono, aproximando-se cada vez mais da grade. Ele acertou um cruzado
de esquerda e uma joelhada, que balançaram Viscardi. Com um direto de direita, abriu o supercílio do rival.
A partir daí, Patolino encontrou a distância ideal e chegou a abaixar as mãos algumas vezes. O carioca ainda acertou um cruzado de direita, colocando o adversário de joelhos. Na sequência, Viscardi conseguiu derrubar o adversário aplicando um single leg, ficando por cima até o final do round.
No segundo round, Patolino entrou confiante, com a guarda baixa. Do córner, Minotauro mostrou-se preocupado e pediu para que seu atleta não subestimasse Viscardi. O
paulista partiu par ao ataque, mas Patolino mostrou boa esquiva.
O carioca foi mais eficiente e acertou socos no corpo e no rosto do adversário, que sentiu os golpes e passou a fugir do confronto. Viscardi começou a dar sinais
de cansaço, mas acabou conseguindo uma queda sobre Patolino. Já em pé, os dois partiram para a torcação, com Patolino dominando o centro do octógono. Viscardi
acertou um cruzado que chegou a desiquilibrar o adversário, que se recuperou rapidamente.
No terceiro round, os dois partiram para cima. Patolino foi o primeiro a acertar um soco, com um cruzado de direita. O golpe freou o ímpeto inicial de Viscardi. A partir desse momento, Patolino passou a perseguir Viscardi, que reunia forças para tentar explodir de tempos em tempos. O paulista não obteve sucesso nas tentativas de queda, mas conseguiu derrubar Patolino com um golpe ilegal. O lutador foi advertido pelo árbitro, sob protestos de Werdum. De volta à luta, Patolino acertou um cruzado de direita que derrubou Viscardi. O carioca seguiu batendo até ser interrompido pelo árbitro, vencendo por nocaute técnico.
“Vim determinado para fazer o meu trabalho e foi o que eu fiz. O garoto de 21 anos aqui está sempre preparado para lutar com qualquer um que vier”, comemorou
Patolino.
“Fiz o meu melhor. É o que eu digo: não posso prometer a vitória, mas posso prometer dar o meu melhor, e foi o que eu fiz. Não era hora de perder, mas hoje foi o
dia dele. Foi melhor”, reconheceu Viscardi.
“Esculacho”
Em clima de comemoração, Minotauro reivindicou os R$ 15 mil da aposta com Werdum, considerando que Patolino não só venceu por nocaute, mas “esculachou” Viscardi. Por levar dois lutadores para a final do The Ultimate Fighter Brasil 2, Minotauro ainda ganhou um carro do patrocinador do programa.
A grande final
Devido à gravidade da lesão no braço de Santiago Ponzinibbio, a final do The Ultimate Fighter Brasil 2 será entre William Patolino e Léo Santos. Na luta principal da noite, os técnicos Rodrigo Minotauro e Fabrício Werdum fazem um duelo peso pesado.
“Vai ser um lutão. Dois monstros do jiu-jitsu. Duas lendas do jiu-jitsu”, afirmou Pezão.
Minotauro e Werdum prometeram vitória:
“Eu garanto essa vitória. Porque eu estou muito confiante nessa vitória. 2013 é meu grande momento. Vai ser bem importante para minha carreira. Acho que é um passo
bem grande para chegar ao cinturão”, sentenciou Werdum.
“Eu quero essa vitória como se fosse a luta mais importante da minha vida. Estou confiante na vitória. Estou treinando muito”, garantiu Minotauro.
