Por Bruno Ramôa
Ex-campeão do extinto evento estreou com derrota antes de conquistar o cinturão; pelo UFC, foi derrotado por Thiago Silva e agora se prepara para pegar Igor Pokrajac
A estreia de Rafael “Feijão” no UFC não foi como ele esperava. Sem lutar há mais de um ano, ele retornou ao octógono com derrota para Thiago Silva, no UFC Fortaleza, em junho. Apesar disso, o meio-pesado do Team Nogueira fala com tranquilidade sobre a sua próxima luta, contra o croata Igor Pokrajac, no UFC Goiânia, em novembro, e relembra que sua trajetória até o título do Strikeforce também começou com o “pé esquerdo”.
“Eu nunca me preocupei com o que pensam sobre como vou estar. Sempre vou estar na minha melhor forma. Na minha primeira luta pelo Strikeforce comecei com o pé esquerdo e perdi para o Mike Kyle, mas três lutas depois conquistei o cinturão. Por isso não me preocupo com isso. Sei que sou muito competitivo e sempre vou estar ali para vencer e vencer bonito. Nunca ganhei uma luta por pontos e nem perdi, então toda vez que eu estiver no octógno, a galera poderá esperar muita adrenalina e agressividade, porque esse é o meu estilo de lutar”, afirmou Feijão, que é patrocinado pela marca Full Fighters.
Sobre a preparação para o duelo contra o crota, Feijão garante estar melhor do que nunca. Além de manter a equipe de treinadores do último camp, ele segue sendo auxiliado pela farmácia de manipulação Analítica, que cuida de toda a suplementação do atleta.
“Mantive basicamente a mesma equipe de treinadores. O problema da última luta foi que eu estava sem ritmo, fiquei muito tempo sem lutar. Agora, entrei em uma luta na sequência de outra. Estou me sentindo muito bem, os treinos estão muito fortes no Team Nogueira. Quanto ao meu peso, já estou chegando perto e não terei problemas na hora da pesagem. A Analítica vem me ajudando muito nesse processo, que precisa ser visto com muito cuidado”.
Feijão fala sobre derrota do amigo Erick Silva: ‘golpe de sorte’
No último sábado (09/10), o meio-médio Erick Silva decepcionou os fãs brasileiros no UFC Barueri-SP, ao ser nocauteado pelo sul-coreano Dong Hyun Kim, no segundo round. Amigo e companheiro de treinos do capixaba, Rafael “Feijão” exaltou a atuação de Erick e definiu o nocaute do adversário como “um golpe de sorte”.
“O Erick fez exatamente a estratégia que a gente combinou. Foi um golpe de um pouco de sorte do coreano, acho que foi no desespero final. A luta estava na mão do Erick, mas é aquela coisa: ‘gato acuado, arranha’. Então, ele jogou o golpe, conseguiu ir de encontro e o Erick caiu. Essas coisas acontecem, MMA é assim mesmo. Mas não tiro o mérito do Erick, porque ele mostrou um condicionamento físico absurdo e foi perfeito estrategicamente. Mas agora é voltar para casa e treinar mais”, avaliou o meio-pesado.
Aos 32 anos, Rafael Feijão possui um cartel de 11 vitórias – sendo 10 por nocaute -, quatro derrotas e um “no contest” (sem resultado). O auge de sua carreira foi a conquista do cinturão do Strikeforce, em 2010, após nocautear o norte-americano Muhammed Lawal, mais conhecido como King Mo.
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