Ao pisar no octógono no próximo dia 13 de setembro pelo UFC Fight Night 51, Antônio Pezão irá se deparar com uma atmosfera que difere, e muito, de sua trajetória no MMA. Acostumado com a pressão de representar o Brasil contra oponentes de primeiro escalão e uma torcida adversa, o Gigante da Paraíba, como é conhecido por conta de sua forte ligação com o estado nordestino, enfrenta o bielorrusso Andrei Arlovski, em Brasília (DF), sua cidade natal. Essa será a primeira luta profissional do peso-pesado, que tem em seu cartel 18 vitórias e cinco derrotas, em solo brasileiro.

Na sua última luta na organização, Pezão protagonizou uma verdadeira batalha contra Mark Hunt pelo UFC Fight Night 33, realizado em dezembro de 2013, com o duelo tendo o empate declarado por decisão dos árbitros. Ciente das qualidades de Arlovski, seu próximo oponente, na luta em pé, o lutador buscou auxílio no Brasil para refinar ainda mais suas técnicas de muay thai.
“Fiz treinamentos bem específicos na parte em pé e estou me sentindo muito bem. Tive a oportunidade de trazer o Vitor Miranda e o Augusto Sakai, que são grandes strikers, para me auxiliar nos trabalhos aqui nos Estados Unidos. Estou bem fisicamente e pronto para lutar cinco rounds. Preciso estar preparado para tudo o que vier a acontecer dentro do combate. Não gosto de prometer resultado, mas o que eu posso garantir é que vou dar o meu melhor dentro do octógono”, afirmou.

Quis o destino que o legítimo brasileiro fizesse seus cinco primeiro combates na Inglaterra e depois rumasse para o Japão e os Estados Unidos, onde ganhou fama e conquistou vitórias épicas, sendo a principal delas sobre o russo Emilianenko Fedor, no Strikeforce , disputado em fevereiro de 2011. A chance de fazer sua estreia diante de seu povo motiva Pezão, que mostra-se empolgado com o ambiente favorável.
“Vai ser uma experiência ótima estar lutando pela primeira vez no Brasil como profissional. Estou bem tranquilo para essa luta, já que pela primeira vez vou ter a torcida ao meu favor. Acho que em todos os meus combates eu entrei contra a torcida e como azarão. Dessa vez será tudo diferente e eu estou me sentindo muito feliz por isso. Quero muito entrar no Ginásio para sentir a energia do público brasileiro”.
Nem mesmo o complicado momento do MMA brasileiro em relação a cinturões – José Aldo é o único campeão brasileiro na organização – desanima o peso-pesado que confia em uma breve recuperação e elogia os compatriotas de seu categoria.”Estamos passando por uma fase difícil, mas os altos e baixos fazem parte do esporte. A minha categoria é bem disputada e temos grandes nomes representando o Brasil. Quero estar sempre entre os melhores da divisão e meu objetivo é sempre o cinturão. O dia que eu não pensar mais nisso, tenho que parar de lutar”, concluiu.
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