Dirlei ‘Mão de Pedra’ e Júnior Alpha vencem e sagram-se campeões do Jungle Fight

Edição de número 74 do evento, realizada neste sábado (29), em São Paulo, colocou em disputa os cinturões dos pesos meio-pesados (até 93kg) e médios (até 84kg)
Foto: Vinicius Stasolla

Foto: Vinicius Stasolla

O Jungle Fight 74, realizado na noite deste sábado (29), no Complexo do Ibirapuera, em São Paulo, consagrou Dirlei “Mão de Pedra” e Júnior Alpha como campeões dos pesos meio-pesados (até 93kg) e médios (até 84 kg) da organização. O grande destaque da noite foi, justamente, a vitória de Alpha, que nocauteou Douglas Bertazini, em pouco mais de um minuto de luta. Já Dirlei precisou dos três rounds para superar os argentino La Maquina e ficar com o título. 
 
“Estou muito feliz por ter conseguido impôr meu jogo. Encontrei uma brecha e joguei o soco. Vi que ele (Douglas Bertazini) ficou meio atordoado e então fui à caça desse nocaute. Graças a Deus consegui, agora é comemorar essa vitória e não largar mais esse cinturão”, afirmou Júnior Alpha, após a vitória.
Foto: Vinicius Stasolla

Foto: Vinicius Stasolla

 
Apesar de não ter repetido a atuação do outro campeão da noite, Dirlei “Mão de Pedra” se mostrou satisfeito pelo duelo realizado e pôs a culpa no rival argentino pelo fato da luta ter sido amarrada demais.
 
“Fiz minha estratégia em cima do meu ponto forte que é a trocação. Estava pronto para nocautear, mas meu adversário não queria trocar. Então tive que me render a luta agarrada e, automoticamente, a luta ficou mais tempo no chão. Mas o que importa é a vitória e o título conquistado”, comemorou Dirlei. 
 
O evento começou eletrizante com o duelo entre os pesos-galos (até 57kg) José Alexandre “Reborn” e Danilo Adreani. Punido com a perda de um ponto por ter ficado acima do limite de peso da categoria, Reborn não tinha outra alternativa senão ir para cima. A estratégia deu certo e o lutador conseguiu um belo nocaute, no último round. No entanto, a atuação de Adreani agradou o ex-atleta e presidente do evento, Wallid Ismail, que garantiu uma nova oportunidade a ele. 
 
As três lutas seguintes não empolgaram tanto o público, especialmente, a de Alexandre Turquinho e Zeca Predador. Os lutadores protagonizaram um duelo lento e com pouca ação, que acabou sendo decidido pelos juízes. Melhor para o Predador, considerado o vencedor, por decisão dividida. A sequência do card, no entanto, compensou qualquer possível desânimo. Provando a força do jiu-jitsu brasileiro, Bruno Lopes, Jonathan Bombeiro e Bruno Beirute finalizaram seus respectivos adversários no primeiro round e arrancaram aplausos da torcida.
 
Júnior Alpha vs Douglas Bertazini
 
Natural de São Paulo, Douglas Bertazini contava com o apoio da torcida paulista, que lotou o Complexo do Ibirapuera. Porém, foi o baiano Júnior Alpha quem tomou a iniciativa no combate e, logo de cara, acertou um bom chute no corpo do rival. Em seguida, os dois trocaram alguns golpes até que um direto certeiro explodiu no rosto de Douglas, que bambeou. Sentindo o bom momento, Alpha foi para cima e com uma combinação pesada de socos levou o adversário à lona, a 1m06s do primeiro round. 
 
Martin ‘La Maquina’ vs Dirlei ‘Mão de Pedra’
 
O argentino começou o duelo acertando um direto em Dirlei. Rapidamente, o brasileiro se recuperou e agarrou o adversário junto à grade. Após alguns segundos de força, Dirlei conseguiu a queda e mateve-se a maior parte do round por cima, golpeando.  
 
Dirlei voltou melhor para o segundo round e, logo no início, colocou novamente o argentino de costas no chão. A inatividade fez com que o juíz Alessandro Souza recomeçasse a luta em pé, mas de nada adiantou. O brasileiro tornou a encurralar o rival na grade e após duras joelhadas, conseguiu a queda. O gaúcho manteve-se por cima e terminou o round com amplo domínio. 
 
Na última etapa, a vantagem de Dirlei foi ainda maior. Enquanto o argentino aparentava cansaço físico, o brasileiro continuava andando para frente e acertando bons golpes. Após mais cinco minutos de superioridade, Dirlei foi declarado vencedor, por decisão unânime, e ficou com o cinturão dos meio-pesados do Jungle Fight.  
 
Ring girls dão show à parte
 
Ao lado de Geisa Vitorino, as ex-BBBs Vanessa Mesquita e Aline Dahlen foram as responsáveis por entreter o público e carregar as placas no intervalo de cada round. E, levando em conta a reação do público, o trabalho foi muito bem aceito. Cada vez que uma das três entrava no cage, as arquibancadas do ginásio Mauro Pinheiro iam ao delírio. 
Foto: Vinicius Stasolla

Foto: Vinicius Stasolla

RESULTADOS:

Dirlei Mão de Pedra venceu Matin La Máquina por decisão unânime

 Júnior Alpha nocauteou Douglas Bertazini, com 1m6s do 1R

 Bruno Beirute finalizou Rodrigo Romano com um mata-leão, aos 2m11s do 1R

 Jonathan Bombeiro finalizou José Armoa com mata-leão, com 2m55s do 1R

 Bruno Lopes finalizou William Curaçá, com Katagatame, aos 3m06s do 1R

 Zeca Predador venceu Alexandre Turquinho por decisão dividida

 Quemuel Otoni venceu Carlos Guarda por intervenção médica, aos 2m57s do 3R

 Vitor Super Boy venceu Júnior Suicida por decisão unânime

 Zé Reborn Alexandre venceu Danilo Adrian por nocaute técnico, aos 42s do 3R

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