Announcer com uma vasta historia de trabalho no MMA nacional Olivar Leite, fala de carreira, criação do bordão “Não Pisquem”, estilo de vida e paixão pelo esporte.

Olivar leite ja apresentou grades show marciais como O Bitteti Combat do Maracanãzinho e as edições do Brasil Fight
Todo fã de MMA que acompanha os eventos nacionais, já em alguém momento pode ouvir as famosas frases “Recebam nossas Rings Girls” e “Não Pisquem”, por outro lado este mesmo público pode não conhecer a personalidade responsável pela performance apresentada por ele dentro do octógono ao atuar como announcer oficial de vários eventos nacionais. Para entender melhor quem é a pessoa que da aquele clima de “esquenta” antes das lutas, a Psicóticos por VT entrevistou Olivar Leite.
Olivar vive no Maranhão, mais realiza seu trabalho de announcer em eventos por todo o Brasil, além de ser organizador do Spartan MMA, evento maranhense que já se firmou como grande sucesso dentre os evento nacionais.
Quando foi sua primeira apresentação como announcer?
Olha na verdade funcionava assim, eu chamava os lutadores, entregava o microfone a mesa e virava o árbitro central isso em 1988 no Maranhão.
Você já presenciou várias grandes lutas e grandes eventos, qual foi a luta que não sai da sua memória, e o evento mais grandioso que apresentou?
Duas lutas me marcaram muito. Uma foi a luta do Rogério Minotouro no Jungle Ceará, pela amizade com ele foi muito tenso, eu estava lá como repórter do In the Guard a convite do meu amigo Bertrand e a guerra entre o Kell Santos contra o Zezão Trator no Spartan onde eles trocaram nockdows e dividiram mais de 5.000 pessoas torcendo de uma forma que só quem esteve lá pra saber a intensidade, porém a luta entre o até então desconhecido José Aldo contra a fera da BTT o Fabinho foi realmente de arrepiar devido a pressão, as regras serem que nem o PRIDE, essa luta marcou pela explosão, força e violência do combate, foi no Top Fighters na casa do funk, Castelo das Pedras, um caldeirão. Vale lembrar que Fabinho quebrou a mão, mas continuou lutando e Aldo naquele dia deixou bem claro o recado que ali era um campeão indomável. O evento não tem como não citar o Super Challenge que teve dois Gps com lutas incríveis com nomes como Demian Maia, Gustavo Ximú, Cacareco, Luis Beição, Jonnhy Eduardo, Milton Vieira, Luciano Azevedo, Jean Silva, Baruck, Katel Kubis, e como luta principal o Macaco contra o Godói.
Muita gente conhece o Olivar Leite annoucer de grandes shows de MMA, mais poucos sabem da sua historia nas artes marciais, nos conte sua história.
Eu venho de uma família de praticantes de Artes Marciais, a minha família na pessoa do meu tio o Paulo Leite foi quem trouxe o Judô para o Maranhão e desde os 4 anos já comecei a praticar o Judô, treinei Karatê com Joaquim Itapary, faixa preta do renomado Sensei Antonio Testa e fui um dos primeiros praticantes de Jiujitsu no estado, e conquistei a primeira medalha em âmbito nacional para o Maranhão. Logo no meu início, faixa azul estreitei minha amizade com o José Mário Sperry e dali em diante ele se tornou meu professor, fui para a Brazilian Top Team e recebí treinamentos também do Murilo Bustamante e do Luis Bebeo os quais tenho orgulho de ter não só como professores mas como amigos também. Zé Mário me levou para Porto Alegre para treinar na Sul Jiujitsu morando com ele e vi como realmente se comportava um atleta de Arte Marcial, sua rotina e tudo mais. Competi na época de faixa branca muito no Pará vencendo praticamente todos os campeonatos e na faixa azul, subí em todos os pódios em Norte Nordeste, Brasileiro e Internacional. Tive para lutar dois Vale Tudo mas ambos caíram e muita das vezes me peguei lamentando o por quê de não ter simplesmente acontecido e que isso seria muito importante para a minha carreira, mas depois, mais velho com mais experiência acredito que talvez Deus tenha me poupado de algo como ter um ginásio lotado, tomar um pombo sem asas e cair dormindo, talvez … temos que entender que nem tudo é como queremos, mas em meio a tudo isso me aproximei de pessoas como Mário Sukata, Murilo Bustamante, tenho a honra de ser faixa preta de ninguém mais que o Roberto Gordo o inventor da meia guarda.
Você é dono do melhor bordão do MMA nacional para mim, o famoso “ Não Pisquem !”, quando ele surgiu ?
Meu professor de Karatê sempre me falava muito de antecipação, ele queria que quando o cara se mexesse que atacássemos sempre com dois ou mais golpes e ele falava: “ o cara não pode piscar, se ele piscar oi-suki e giako nele ( socos do Karatê ) e quando eu fazia exatamente o que ele queria eu falava rindo pro companheiro de treino “ não pisque” e isso ficou como referência em rapidez, velocidade e atenção para não perder o golpe. Assim nasceu o não pisquem !
Para encerrar nos conte do seu evento o Spartan MMA e o que reserva para a próxima edição deste ano ?
Fazer evento como eu me proponho a fazer o Spartan é muito difícil, principalmente aqui no Maranhão, é muito difícil! Colocar uma porção de gente em cima de um octagon com umas cadeiras em volta é fácil, mas primar por excelência, ter preocupação com cada detalhe do show, pagar os lutadores logo após a pesagem, ter árbitros de qualidade e renome, oferecer instalações de 5 estrelas, segurança, ambulância, médicos, para médicos, equipe de fisioterapeutas, bolsas bacanas, ter um staff feito por pessoas formadas e capacitadas, ter lutadores do UFC e Bellator como convidados, ring girls de alto nível, alimentação top para os lutadores e equipe como eu faço, é muito difícil, mas ainda assim tenho que fazer a final do GP até 65 kg entre Antonio Carlos Buiú daqui do Maranhão contra Fabricio Bill do Pará hoje na Roxo Stricke, tenho o Handerson Martins que considero hoje o melhor lutador de MMA do Maranhão com o record de 10 v e 1 d que merece por tudo que fez dentro do cage do Spartan disputar um cinturão, tenho também o Taigro Urso garoto novo muito duro e o João revelado no Spartan, todos esses lutadores maranhenses que quando cheguei estavam sem lutar nada, desiludidos e tiveram no Spartan a possibilidade de se verem num cartaz, num outdoor, em entrevistas em tv e jornal trazendo a eles de novo a possibilidade de sonharem novamente, isso já é suficiente pra ter se sentido realizado, mesmo que alguns nunca tivessem entendido ou mesmo reconhecido, mas não posso nunca esquecer 3 pessoas amigas que me patrocinaram nessas 5 edições que foram Jorge Ismail Rossi da Rossi Produtos Inteligentes, Paulo Wanderley da Impacto e Automotiva e Karina da SNC São Luis, sou grato demais a essas pessoas.
Bem esse ano vamos organizar no momento certo mais uma edição e temos ai a possibilidade de realizar um Coalizão Fight no Maranhão e uma edição do WOCS estamos estudando e negociando com o Mickley Trator e com o Otávio Tatá.
Saudações marciais e um ano de vitórias, Ossssu !

