Lutador volta ao octógono neste sábado para provar que ainda está entre os melhores
Simples assim – e esta é uma das principais razões pelas quais Anderson Silva voltará a lutar na noite deste sábado no UFC 183, contra o norte-americano Nick Diaz. Depois de 2.458 dias como campeão, vitórias sensacionais e golpes que até hoje os rivais ainda se perguntam como os atingiram, ele tinha tudo para pendurar as luvas após a fratura na perna durante a luta contra o campeão Chris Weidman, certo?
Certa vez, quando Anderson ainda era campeão, ele me convidou para uma partida de paintball. Com um golpe de sorte, eu o acertei logo nos primeiros tiros. Péssima jogada! Ele passou as próximas duas horas me perseguindo, me atingiu de todas as formas e sentia mais prazer em me acertar do que em ganhar as partidas. Os psicólogos explicam que esse comportamento é normal em atletas de alto nível, eles estão sempre buscando a perfeição naquilo que fazem – mesmo que seja apenas uma diversão.

Quando Anderson Silva quebrou a perna no UFC 168, em dezembro de 2013, poucos acreditavam que o atleta de 38 anos voltaria a lutar. Alguns meses e várias sessões de fisioterapia depois, ele já estava arriscando os primeiros chutes. Uma das maiores inspirações para o ex-campeão nessa época difícil foi o ex-jogador Ronaldo, que passou por várias cirurgias no joelho – e conseguiu dar a volta por cima.
Enquanto ainda estava de férias em São Paulo, conversando com amigos, ele contou que não conseguia ficar longe de uma luta oficial. Sentia falta da preparação, da adrenalina de ter que enfrentar alguém e até das entrevistas que ele sempre fez questão de evitar. Isso talvez explique a mudança no seu comportamento, já que ele passou a ser um atleta mais solícito à imprensa.
“Toda essa fase negativa que o Anderson viveu serviu para ele perceber quantas coisas boas tinha ao seu lado”, disse Ed Soares. De fato, o Spider aparenta estar mais feliz do que nunca. Parece que ele acabou de ser contrato pelo UFC e está se preparando para estrear. “Na minha cabeça, é como se eu estivesse indo para a primeira luta. Sei que isso é meu trabalho há algum tempo, mas me sinto como se tivesse começando no esporte”, disse ele.


