Vazou o resultado de exames que apontam que Vitor Belfort lutará no sábado com duas vezes mais testosterona do que o campeão Chris Weidman. Os dois passaram por testes surpresas em duas oportunidades, dois de sangue e um de urina. Um dos testes mediu o nível de hormônio do crescimento (GH). Outros dois buscaram agentes mascarantes, como diuréticos. Nada de irregular foi detectado. Mas, para supresa de muitos, Belfort apareceu com o dobro de testosterona apesar de ser mais velho que o rival. Ele também teve interrompido uma terapia de reposição de testosterona conhecida como TRT, o que fazia muita gente apostar num Belfort com baixos índices desse hormônio.
Um homem comum apresenta 1 testosterona por 1 epitestosterona (espécie de testosterona inativa). Os resultados dos testes mostraram que em março, Belfort tinha 1,7 testosterona a cada 1 epitestosterona. Dias depois, o número caiu para 1,5 por 1. Weidman em março tinha 0,13 por 1. Em 28 de abril, foi para 0,092 por 1. Para a Comissão Atlética de Nevada e pela regras da Wada [Agência Mundial de Controle Antidoping] quando estrapola uma proporção de de 6 por 1 é considerado doping. O primeiro teste detectou 12 nanogramas por mililitro (ng/mL) de testosterona em Belfort. O segundo apontou 5 ng/mL de testosterona. Os dois exames em Weidman apresentaram 3,7 ng/mL.
Weidman não escondeu a supresa ao ser informado que mesmo sendo oito anos mais novo tem menos testosterona que o brasileiro. Belfort comentou que “quem faz os testes são as comissões” e que foi aprovado. Entre 2011 e 2014, Belfort se valeu da terapia de reposição de testosterona para combater o hipogonadismo que diminuía esse hormônio em seu organismo. Mas esse procedimento acabou banido do MMA.
Fonte: Por Dentro da Arena

