Claudia Gadelha comemora um ano de UFC e promete estar ‘voando’ no UFC 190

Lutadora confia em trabalho personalizado com preparador físico e promete pedir title shot contra Joanna Jedrzejcyk caso vença Jessica Aguilar no Rio de Janeiro

Foto:UFC Divulgação

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No dia 16 de julho de 2014, a potiguar Claudia Gadelha fazia sua estreia no UFC, no primeiro combate da história da divisão peso-palha (até 52,2kg) do maior evento de MMA do mundo, vencendo Tina Lahdemaki. Exatamente um ano depois, a atleta da Nova União se prepara para enfrentar Jessica Aguilera, ex-campeã do WSOF, no UFC 190, no Rio de Janeiro, dia 1º de agosto, de olho no title shot. A campeã, Joanna Jedrzejczyk, foi a única a derrotá-la na carreira, por decisão dividida dos juízes laterais, em uma luta que até hoje rende discussões polêmicas.

Claudia Gadelha estreou no UFC cercada de expectativa por sua então invencibilidade de 11 lutas no MMA e pelo tricampeonato mundial de jiu-jitsu. Em um ano de UFC, fez duas lutas, e só não lutou pela terceira vez por conta de uma lesão nas costas que a obrigou a deixar o card do UFC Polônia, realizado em abril deste ano. O balanço, segundo a potiguar, cria da Kimura Nova União, é positivo e as partes física e mental são os aspectos nos quais acredita ter mais evoluído.

“Evoluí muito como pessoa e como atleta neste ano. Sempre fui muito disciplinada, mas acho que treinava demais, pensava que treinar muito era o segredo para ser uma boa lutadora. Nesse tempo, aprendi que não é assim, tem que ter o tempo do descanso, pensar em outras coisas. Treinar duro é fundamental, mas tem que ser bem dividido. Isso me tornou uma lutadora muito mais profissional, até em relação à parte física. Na minha mente, se eu estiver bem para lutar os três rounds, ninguém me vence”, analisa a atleta de 26 anos.

Foto: Divulgação UFC

Foto: Divulgação UFC

Nos dois duelos que fez pelo Ultimate, Gadelha sentiu dificuldades na parte física, especialmente por conta do grande desgaste para bater os 52,2kg limites da categoria peso-palha. Por isso, decidiu investir na contratação do preparador físico Orlando Folhes, que entre outros atletas da Nova União treina o campeão José Aldo, para um trabalho especifico para o UFC 190. Os resultados dos treinos têm sido aprovados pela lutadora, que acredita em uma performance física muito diferente das duas primeiras no octógono.

“Nesse camp eu foquei muito na preparação física. Sempre achei que perdi muita performance por conta do corte de peso. Dessa vez, mantive meu peso mais baixo durante o camp todo, só faltam seis quilos para chegar ao que preciso na balança. Estou acreditando muito no trabalho do Orlando e tenho sentido grande diferença nos treinamentos. Com certeza isso vai ser um diferencial na hora do combate”, projeta.

Adversária conhecida e desejo pelo title shot
O próximo desafio de Gadelha no UFC não chega a ser uma novidade para a lutadora. Isso porque, apesar de sua adversária, Jessica Aguilar, fazer sua estreia no evento, as duas já se enfrentaram duas vezes em campeonatos de jiu-jitsu, com duas vitórias para a brasileira. No MMA há mais tempo que Claudinha, Aguilar possui um cartel de 19 triunfos, quatro derrotas e chega ao Ultimate como campeã peso-palha do WSOF, um dos principais eventos do mundo.

“A Jessica é uma atleta perigosa, que vem de várias vitórias consecutivas e está na estrada há bastante tempo. Já a derrotei com quimono e sem quimono, e tenho certeza de que no que ela é boa, eu sou melhor. Ela tem as quedas como ponto forte, bate bem no ground and pound, mas estou preparada e lá na hora a gente vai ver quem é a melhor”, afirma Gadelha.

Apesar da concentração para enfrentar uma das melhores lutadoras do mundo, a brasileira confirma que, em caso de vitória, pedirá a revanche contra Joanna Jedrzejczyk, a quem tem engasgada desde a controversa luta em dezembro de 2014, no UFC on FOX 13. Na ocasião, Claudinha considera ter vencido claramente, mas dois dos três juízes laterais deram o triunfo à polonesa, em uma polêmica que rende frutos até hoje.

Foto:UFC Divulgação

Foto:UFC Divulgação

“Eu não queria falar muito sobre a Joanna, porque meu foco é todo na Jessica, mas é inevitável falar sobre isso porque ela é a campeã. Se vencer quero minha revanche, e como já disse algumas vezes, ainda me considero invicta porque ninguém viu vitória dela naquela luta, só os juízes. Ela vem em boa fase, mas garanto que se nos encontrarmos novamente a história vai ser diferente. Tenho certeza que ela também quer essa luta porque quando bota a cabeça no travesseiro duvido que fique satisfeita. Vou vencer a Jessica e quero meu title shot”, garante.

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