Poliana Botelho vence guerra contra argentina e conquista cinturão peso-mosca

Médicos interromperam luta no intervalo do quarto para o quinto round; Guilherme Faria nocauteia e Willian Cilli finaliza em finais de torneios

Atleta da Nova União derrotou Silvana Juarez por interrupção médica. Foto: Fusion Photography

Atleta da Nova União derrotou Silvana Juarez por interrupção médica. Foto: Fusion Photography

O duelo entre Poliana Botelho e Silvana Juarez fez jus à rivalidade entre Brasil e Argentina, na noite deste sábado, no XFCi 11, em São Paulo, e o cinturão mundial peso-mosca (até 56,7kg) ficou no Brasil. Durante quatro rounds, uma verdadeira guerra tomou conta do XFC International Center, até que “La Malvada” foi obrigada pelos médicos a desistir da luta no intervalo para o quinto round, após uma sequência de chutes da brasileira. Na final do torneio peso-leve (até 70,3kg), Willian Cilli finalizou Fernando dos Santos com uma guilhotina no primeiro round, enquanto Guilherme Faria nocauteou de maneira espetacular Missael Silva, também no primeiro assalto (até 65,8kg).

Poliana não tem data para defender seu cinturão, enquanto os dois campeões do GP se colocam em excelente posição para disputarem os cinturões de suas categorias, e Silvana Juarez vai descer para o peso-palha (até 52,2kg). O XFCi 11 foi o primeiro evento transmitido com exclusividade pelo Esporte Interativo, que também terá um programa semanal, todas as sextas-feiras, às 20h. Já no dia 25, serão exibidos os melhores momentos do evento, além de entrevistas exclusivas e bastidores.

“Nós estamos realmente impresionados com o espetáculo que Poliana e Silvana proporcionaram”, elogia o presidente do XFC, Myron Molotky. “São duas das melhores peso-mosca do mundo e não tínhamos dúvida de que esse combate ficaria para a história do XFC. Ambas foram duas grandes guerreiras, superaram situações adversas. Poliana, hoje, é a melhor lutadora peso-mosca do mundo. Ponto. Não há argumentos. Os dois campeões dos torneios também foi incríveis. Willian nos orgulha muito por ter sido descoberto numa seletiva e o Guilherme, possivelmente, é o lutador com trocação mais precisa em todo o MMA”.

Na raça, Poliana suporta pressão no chão para sagrar-se campeã

O duelo entre Poliana e Silvana era muito aguardado, já que colocava frente a frente as duas campeãs das duas primeiras do torneio peso-mosca. Já no primeiro round, a brasileira acertou golpes que quase fecharam o olho direita da argentina, e parecia ter controle da luta. Até que no segundo round, “La Malvada” foi melhor e, no terceiro, teve seu grande momento, aplicando um knockdown e chegando muito perto de conseguir a finalização, defendida na raça até soar o gongo.

O quarto assalto viria a mudar tudo. Cansada, Poliana Botelho não tinha mais a agressividade de antes, mas passou a seguir exatamente as instruções do corner, que a orientavam chutar a coxa, já muito machucada de Silvana, “à la Pedro Rizzo”. A brasileira terminou o round com um uma sequência de leg kicks até que acertou o grande golpe no último segundo: um chute rodado, na altura das costelas, que fechou momentaneamente a entrada de ar para os pulmões, fazendo com que a argentina caísse e obrigasse os médicos a interromperem o duelo no intervalo para o quinto e decisivo assalto. Vitória e título comemorados na Nova União.

“A Silvana com certeza foi a atleta mais dura que já enfrentei. Não esperava que fosse tão difícil, ela me colocou em situações que eu nunca tinha passado e eu saio dessa luta muito mais experiente”, afirma Poliana, para festejar o título e agradecer o apoio de todos, especialmente dos colegas presentes. “Esse título coroa todo meu esforço, a perda de peso, os treinos pesados, o tempo longe da minha família e eu não poderia ir embora aqui sem esse cinturão. Lutei com meu sangue, suor, alma e vou ser esse campeão por muito tempo”.

Nocaute avassalador e bela finalização marcam títulos dos torneios

Além da disputa pelo cinturão, o XFCi 11 coroou também outros dois atletas nas finais dos torneios da segunda temporada, colocando-os como principais nomes das categorias para disputar o cinturão. Pela divisão dos leves, Willian Cilli não deu chance para o faixa-preta de jiu-jitsu Fernando dos Santos e, com uma guilhotina em menos de dois minutos, conseguiu sua quarta finalização no XFC. Especialista em muay thai, o paulista de Ubatuba comemorou o sucesso na arte suave e celebrou a consolidação de um trabalho que começou em 2014, antes mesmo dos GPs, quando foi descoberto em um tryout do XFC.

“Eu falei antes da luta que sou striker, mas se desse mole eu ia finalizar de novo, e isso acabou acontecendo. Estou muito feliz com essa medalha, porque comecei desacreditado, participei da seletivas, fiz luta reserva e cheguei até o título. Foi um caminho muito difícil que eu venci. Agradeço ao XFC pela confiança no meu trabalho e objetivo agora é ir atrás do cinturão, quero disputa-lo logo e ser campeão”, festejou.

Na final do torneio peso-pena, Guilherme Faria, muito apoiado pela torcida, não tomou conhecimento do bauruense Missael Silva. Após conseguir um knockdown logo nos primeiros segundos do duelo, Faria aplicou um cruzado de esquerda fulminante, que apagou o atleta do Corinthians MMA e chocou o público por causa da força com a qual foi desferido. Missael foi levado imediatamente para o hospital com uma fratura de mandíbula e terá passar por cirugia para correção da lesão. Faria, do Team Nikolai, pode ter a desejada revanche contra Junior Assunção, ex-campeão peso-leve e atual número um dos penas. Ambos já se enfrentaram, em 2013, no cenário nacional, com vitória de Assunção no quarto round.

“O primeiro cruzado que eu dei entrou e ele já caiu, na hora que levantou deu uma risadinha, e isso me motivou a acabar com a luta antes do programado”, afirmou o novo campeão do torneio dos penas na saída do hexágono. “O Missael falou demais, disse que iria fazer isso e aquilo e pagou pela boca. Eu trabalhei duro, quietinho e mostrei meu valor lá dentro. Consegui provar para ele que falar não adianta nada, ele me menosprezou e pagou caro por isso”.

Início da terceira temporada de torneio tem nocautes, finalizações e vitória alemã

O XFCi 11 contou também com outros sete duelos marcando o início da terceira temporadas de torneios. Os destaques ficaram com a baiana Marilia Santos, que abusou do boxe e movimentação para derrotar a neozelandesa Kate da Silva na decisão unânime dos juízes e avançar no peso-mosca feminino. A alemã Sheila Gaff se classificou para a semifinal no peso-palha, finalizando Silvaneide Marretinha com uma chave de braço nos segundos finais do primeiro round.

Os cearenses Jefferson Rodrigues e Ilara Joanne também triunfaram na noite do XFCi 11 com autoridade. Enquanto o atleta da capital Fortaleza levou a melhor nos três rounds sobre o argentino Ezequiel Eyalarar, Ilara não demorou mais de dois minutos para nocautear a russa Julia Borisova. Outro que se destacou foi o mineiro Cleiton Predador, que venceu Weslle Pereira por nocaute técnico no terceiro round após um belo arsenal de golpes em pé. Sergipano radicado em Belo Horizonte, Denis “3 Dedos” Oliveira superou José Vagno na decisão unânime dos juízes e o paranaense Rogerio Bontorin despachou Israel Lima com uma chave de tornozelo ainda no round inicial.

Resultados Oficiais

Poliana Botelho venceu Silvana Juarez por nocaute técnico (interrupção médica) no intervalo do quarto para o quinto round

Willian Cilli venceu Fernando dos Santos por finalização com uma guilhotina a 1min e 27seg do primeiro round

Guilherme Faria venceu Missael Silva por nocaute a 1min 03seg do primeiro round

Marilia Santos venceu Kate da Silva (NZE) por decisão unânime dos juízes

Sheila Gaff (ALE) venceu Antonia Silvaneide Marretinha por finalização com uma chave de braço aos 4min 46seg do primeiro round

Cleiton “Predador” Pereira venceu Weslle Pereira por nocaute técnico a 1min 27 seg do segundo round

Jefferson Rodrigues venceu Ezequiel Eyalarar (ARG) na decisão unânime dos juízes

Ilara Joanne venceu Julia Borisova (RUS) por nocaute técnico aos 2min 19 seg do primeiro round

Denis “Três Dedos” Oliveira venceu José Vagno Soares por decisão unânime dos juízes

Rogério Bontorin venceu Israel Silva Lima por finalização com uma chave de tornozelo a 1min 20 seg

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