MMA versus Crise Econômica: a luta que não queríamos ver.

A crise econômica que o Brasil atravessa, parece refletir diretamente nos cages e tatames do país em 2016. Diferente dos Jogos Olímpicos Rio-2016, que contou com um orçamento inicial de R$1,3 bilhão e também com o apoio de iniciativas privadas ao financiamento de projetos esportivos, o MMA, que em sua maioria é  realizado com pouco apoio financeiro, tendo sua base em patrocinadores e permutas, sente muito a falta de investidores e parceiros para realizar seus shows.

Com a crise lutadores contam as moedas para sobreviver.

Com a crise lutadores contam as moedas para sobreviver.

 

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   Um reflexo disto é o pouco numero de edições dos eventos marciais na cidade do Rio de Janeiro este ano. As organizações tradicionais e seus eventos veem fazendo falta no calendário dos amantes das lutas. Em média 5 eventos se mantém ativos na cidade,  realizando ao longo do ano um mínimo de 2 edições. Até este período, em comparação ao ano passado, a cidade recebeu apenas 3 eventos de transmissão nacional. No mesmo período em 2015 foram realizados 8 shows, sendo um o UFC, competição internacional e famosa no mundo das lutas. O Rio de Janeiro receberia o Ultimate em cinco de março deste ano, mais o evento foi cancelado.

 

Triste é a situação do esporte atual.

Triste é a situação do esporte atual.

O presidente da organização Dana White, desmentiu o cancelamento do evento devido à crise, mas a mesma fica clara ao observarmos a quantidade de torcedores na edição realizada em Goiânia no fim do ano passado. Ao todo, 3.5 mil pessoas estiveram presentes na Arena Goiânia, número bem menor do que os 10.565 que acompanharam o evento no ano anterior no mesmo local. Atualmente apelando para seus grandes ídolos nacionais (Vitor Belfor, Anderson Silva Fabricio Werdum, etc), o UFC estará realizando uma edição em Curitiba. Devido à crise, alguns eventos nacionais vem tentando sobreviver no mercado, adotando o sistema de pagamento das bolsas dos atletas (nome dado ao valor ao  lutador para que lute) em ingressos para o show, sendo assim atletas arrecadam seu próprio pagamento vendendo os ingressos aos seus fãs. A prática hoje em dia está sendo cada vez mais usada, entre outras.

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  • Organizadores de grandes eventos nacionais relatam  o que estão passando para realizar seus shows em meio à crise econômica que assola o país.

 

Phillip Lima (Organizador do Wocs):

A situação está bem difícil, nestes dois últimos anos, vimos nossos parceiros comerciais fecharem as portas e alguns simplesmente não tem mais condições de arcar com custos de patrocínio. A luta continua e estamos buscando novos parceiros, mas a escassez de empresas saudáveis hoje no mercado é enorme. Vamos fazer os próximos eventos contando com a ajuda de nossos amigos e alunos, da maneira mais enxuta possível. Vamos fazendo os eventos e torcendo para que o mercado reverta essa situação.

Diogo Tavares (Organizador do Fatality Arena):

A crise esta afetando muito sim, e graças ao governo o país está parado,  está cada vez mais difícil a busca por patrocínio, então a solução que encontrei foi reduzir o número de eventos que faço e estou tendo que trabalhar mais para realizar um bom evento e manter a grandiosidade e qualidade do meu show. Estou correndo atrás, triplicado para fazer uma boa edição do Fatality Arena, pois acredito que o esporte é muito grandioso e muitos empresários querem vincular sua marca ao MMA ainda.

Gustavo Careca ( Organizador do Gladiator MMA Pro):

A crise afetou muito a captação de recursos para realização do evento, sendo que o mesmo tem estrutura própria e o propósito principal é conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos. Ficou mais difícil a captação de recursos devido a crise que o país esta passando.

 

Wallid Ismail ( Organizador do Jungle Fight ):

O Jungle esta ai na guerra, produzindo, vamos realizar um evento atrás do outro este ano, dia 21 de maio em São Paulo, 25 de junho Minas Gerais e estamos trabalhando forte à volta para Manaus com disputa de cinturão no card. O  Jungle não para, temos os melhores.

Lukas Lutkus (Organizador do Aspera MMA):

Hoje o nosso grande segredo é o fato de não querer ganhar dinheiro com o Aspera . Não fazemos eventos visando lucro financeiro, não extrapolamos fechando  lutas com atletas de bolsa astronômica, não investimos em grandes estruturas. A idéia é priorizar a quantidade e não a qualidade e fazer eventos que não vão ser espetaculares mais vão ter o mínimo do padrão de qualidade e realizar edições em todos os lugares para manter o MMA se movimentando.

Usamos o evento inspirados em formatos lá de fora como o Bellator, RFA e Legancy e buscamos parceiros regionais, onde oferecemos estrutura como a de um evento com transmissão televisiva e exposição para todo o Brasil dando um empurrão no evento. O áspera hoje tem 3 cabeças pensantes, o Brigadeiro primeiramente, eu e o Fred Fontes. Nós 3 coordenamos tudo juntos. Esse ano vamos chegar na edição 50,  com 2 edições internacionais e ano que vem 4.

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