Neil Magny doará US$ 15 mil de sua bolsa para ajudar no tratamento de criança

Meio-médio encara Craig White no UFC Liverpool, neste domingo (27)

Quando Neil Magny recebeu a notícia de que o UFC havia encontrado um adversário para ele no card em Liverpool, na Inglaterra, duas ondas de emoção tomaram conta do lutador do peso meio-médio.

Originalmente escalado para enfrentar Gunnar Nelson no domingo (27), Magny ficou sem um parceiro de dança quando o grappler islandês foi forçado a sair do confronto. Enquanto esperava notícias sobre um novo oponente, seu ex-treinador de wrestling Leister Bowling mandou um link para uma história sobre uma garota local lutando contra uma rara doença neuromuscular.

Movido pela história e ansioso para ajudar, Magny abriu seu Instagram e compartilhou uma foto de Presley O’Doherty e o link para sua página do GoFundMe enquanto prometia contribuir com US$ 15 mil para garantir que ela recebesse o tratamento necessário desde que o UFC encontrasse alguém para enfrentá-lo na Echo Arena em 27 de maio.

Alguns dias depois, o UFC anunciou que havia assinado com Craig White para dividir o Octógono com Magny, dando a ele não apenas a oportunidade de fazer o que mais ama, mas também permitindo que ele cumprisse seu compromisso de ajudar a família O’Doherty.

“Comecei a ler sobre essa menina e sua condição em sua página GoFundMe e percebi o quanto sua família está em uma situação drástica”, disse Magny, que entrou em contato com a mãe de Presley e está planejando passar um tempo com eles depois da viagem a trabalho para Liverpool. “Isso é o que realmente me inspirou a aprofundar e fazer uma contribuição maior do que qualquer uma que já fiz no passado”.

“Eu sempre contribuí para coisas que queria ajudar de alguma forma no passado – uma instituição de caridade ou qualquer outra coisa – mas sempre foi algo confortável para mim, tipo, ‘Oh, eu vou dar cem dólares’. Agora sou capaz de ajudar essa pessoa e devo fazê-lo”.

“Quando eu olho para tudo isso, sou grato pela oportunidade de lutar e abençoado por ter a oportunidade de lutar, mas essa garota está literalmente lutando por sua vida e me senti realmente compelido a fazer uma doação”.

É um gesto nobre e generoso de Magny e, embora não tenha tido nenhum relacionamento anterior com a família ou experiência com a atrofia muscular espinhal, o raro distúrbio neuromuscular contra qual a criança está lutando, o lutador de 30 anos sabe como é estar sentado em um consultório médico ouvindo notícias que tiram o ar de seus pulmões.

Um dos competidores mais ativos no UFC, Magny passou grande parte do ano passado nos bastidores lidando com uma lesão no pescoço que os médicos diziam não saber se ele poderia continuar a carreira sem passar por uma cirurgia.

Em vez de entrar na faca ele optou pela fisioterapia, e após 24 semanas de exaustão, recebeu finalmente o sinal verde para retomar sua carreira no UFC.

“No ano passado, neste exato momento, eu estava sentado em um consultório, onde meu médico me disse: ‘Ei cara, não parece provável que você vá lutar e, se fizer isso, não será sem cirurgia'” lembrou Magny, que perdeu para Rafael Dos Anjos em setembro antes de se recuperar com uma vitória por decisão unânime sobre Carlos Condit em dezembro.

“Então, estar em uma posição onde eu possa ir lá e competir e ajudar essa garotinha, por que não tirar vantagem disso? Por que não agir no momento e ser grato pelo que tenho e ajudar outra pessoa ao mesmo tempo?”

Ele também foi levado a agir pela situação médica enfrentada pelo lutador do UFC Ray Borg e sua esposa, cujo filho pequeno Anthony foi diagnosticado com hidrocefalia, uma condição em que há um acúmulo de líquido cefalorraquidiano no cérebro, e foi levado às pressas para Denver para cirurgia e ainda permanece no hospital.

“Ray Borg está no Colorado agora com seu bebê recém-nascido e vendo essa garotinha, tudo parece próximo”, disse Magny. “Eu não sei o que é ter uma criança que precisa de tanto cuidado médico e quanto estresse isso coloca na família, mas se eu puder ajudar de alguma forma, eu farei isso”.

Quanto ao combate com White, o sempre positivo integrante do Elevation Fight Team vê o confronto com o recém-chegado como uma luta que requer ainda mais foco e uma oportunidade de impressionar no Octógono durante uma fase movimentada dos meio-médios.

“(O fato de ele ser um novato) não me incomoda”, disse sobre White, que chega embalado em quatro vitórias e garantiu paralisações em cada uma de suas 14 vitórias na carreira. “No final do dia, eu sei que ele vai entrar nessa luta armas em punho”.

“Ele tem uma chance de ganhar tudo o que ele quer e está bem na frente dele, então esse é um cara que eu não posso encarar com leveza. Este é o tipo de luta que eu não consigo pensar que eu já ganhei; é o tipo de luta em que eu preciso estar na ponta dos pés, eu preciso ser agressivo e ir lá e reivindicar o que é meu e não sentar e ser passivo sobre isso”.

“Neste momento, não é mais sobre quem eu enfrento”, acrescentou. “Eu provei que estou disposto a lutar contra qualquer um e fui muito bem contra esses caras. Neste ponto, é sobre como eu luto”.

“Agora, tenho a oportunidade de ir lá e brilhar. É uma oportunidade para mostrar as coisas em que tenho trabalhado no treinamento e fazer com que o UFC e os fãs fiquem tipo, ‘Ah, caramba – esse é um lado do Neil que eu não vi antes! Estou animado para ver o que esse cara faz a seguir!’”

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