Cristiano Marcello fala sobre futuro no MMA e Prefeitura de Manaus no uniforme

Lutador vai focar em sua academia, a CM System, mas torce por nova chance no UFC

No último sábado, dia 15 de fevereiro, no UFC Fight Night 36, em Jaraguá do Sul (SC), Cristiano Marcello subiu ao octógono em busca da 10ª finalização de sua carreira, e ela por muito pouco não veio. Diante de Joe Proctor, o carioca radicado em Curitiba teve oportunidades de finalizar o combate, no primeiro round, embalado pelos gritos de “bota para dormir” vindos da arquibancada, mas seu adversário resistiu e acabou mostrando mais gás para vencer os dois assaltos seguintes e conquistar a vitória.

Cristiano Marcello reconhece ter cansado nos dois rounds seguintes e a superioridade do americano, seu ex-companheiro de TUF 15, nos Estados Unidos. “Estava preparado e foram circunstâncias da luta mesmo. As guilhotinas que peguei estavam encaixadas, mas elas minaram um pouco meu gás. Consegui trabalhar bem meu jogo de quedas, estava fazendo tudo como planejado. Mas a partir da metade do segundo round, ele impôs o jogo, estava mais firme na trocação, não deixava mais eu derrubá-lo e cadenciou bastante”, analisa.

Apesar da derrota, Cristiano Marcello ainda está sob contrato com o UFC e torce para ter mais uma oportunidade na franquia. Enquanto aguarda uma posição oficial, ele concentra as atenções em sua academia, a CM System.

“Se eles acharem que devo ficar, vou me preparar e farei mais uma boa apresentação. Mas não tenho essa ideia fixa na cabeça. Tenho meus planos na CM System também, com todos os atletas envolvidos e meu foco sempre será nela. Eu tenho um nome e consegui ter uma vida boa profissionalmente. Seria ótimo me aposentar no UFC, mas caso não aconteça, sem problemas também. Mas aqui o coração é valente, não consigo ficar na inércia. Gosto muito de me testar, de me provar. Eu sou igual ao (Jorge Patino) Macaco, que está lutando aos 40 anos e deve fica até uns 50, 60 em ação (risos)”, afirma o atleta.

O crescimento da CM System é tão notório que a academia tem sido cada vez mais procurada por estrangeiros em busca de um bom local para finalizar o camp de suas lutas em edições do UFC no Brasil, como Joseph Benavidez e Sam Sicilia. O garimpo de talentos também está dando certo e até nomes experientes, como Delson “Pé de Chumbo” e Kevin Souza buscaram em Curitiba uma estrutura melhor para treinamentos. Neste sábado, dia 22, uma das maiores promessas do time, Lerryan Douglas, de apenas 18 anos, luta pelo Circuito Talent, em Curitiba, em busca do quarto triunfo em quatro lutas profissionais na carreira.

“Começamos bem o ano, com cinco vitórias em sete lutas e nessas próximas semanas vão ter mais atletas em ação, como o Lerryan Douglas, que é extremamente talentoso e tem um futuro brilhante pela frente. Atleta tem que ser tratado como atleta e damos toda a estrutura necessária para o pessoal fazer um grande trabalho. Estou montando agora um alojamento de alto nível para não ter problema com isso e todos terão uma qualidade excepcional de treinamentos e conforto. O Brasil agora está no foco de tudo e vejo muitos lutadores, que foram para fora, voltarem pelo nível de estrutura de alcançamos”, revela.

Marca da Prefeitura de Manaus na bermuda

Carioca e radicado em Curitiba, Cristiano Marcello lutou no UFC Fight 36 com a marca da prefeitura de Manaus em sua bermuda. O fato fez com que atletas da cidade procurassem o prefeito Arthur Virgílio para pedir explicações e chegou à mídia. Cristiano, entretanto, não recebeu nenhuma quantia da prefeitura da capital amazonense, e sim fez uma homenagem a Virgílio, um amigo de longa data.

“O Arthur Virgílio é meu amigo, somos amigos antes dele ser prefeito. Ele é um mestre de jiu-jitsu e sempre acompanhou meu trabalho. Não recebi nada e mesmo que tivesse não veria problemas. Outras prefeituras já apoiaram atletas que não eram de lá, como por exemplo o Wallid (Ismail) e o Saulo (Ribeiro), que eram patrocinados pela do Rio de Janeiro, e nunca teve polêmica. Ninguém está roubando nada. Gosto muito do pessoal de Manaus, mas acho que é preciso procurar saber o que houve antes de julgar”, lamenta.

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